PAULO VIRGÍNIO HERÓI E MÁRTIR DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

 

   Paulo Virgínio foi um agricultor brasileiro nascido no ano de 1899 na cidade de Cunha, na região do Vale do Paraíba interior do estado de São Paulo. Destacou-se regionalmente e estadualmente como um herói e mártir paulista e uma das vítimas ao ser fuzilado no bairro do Taboão durante a Revolução Constitucionalista de 1932.

   Em 1932, nas proximidades da cidade de Cunha, durante a Revolução Constitucionalista um batalhão da marinha Carioca composto de 400 praças subiu a Serra do Mar com a intenção de chegar a capital do estado de São Paulo pelo Vale do Paraíba.

   O simples agricultor, que morava próximo à divisa dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com o intuíto de proteger os seus cinco filhos pequenos e sua esposa dos conflitos, ao saber dos possíveis confrontos fugiram para o mato e para os grotões na Serra do Indaiá.

   Certa vez, saiu do esconderijo para buscar alimentos para a sua família e não voltou, pois ele havia sido capturado pelas tropas fluminenses e covardemente foi torturado com a finalidade de fornecer informações sobre a sua localização e posições das tropas paulistas, Paulo Virgínio se recusou a fornecer qualquer tipo de ajuda ou informação as tropas cariocas. Devido a essa atitude, os soldados cariocas lhe obrigou a cavar sua própria sepultura onde ainda foi torturado e executado. Os combates na região da cidade de Cunha duraram 3 meses.

   Reza a lenda que em um manuscrito encotrado com um dos soldados cariocas morto tempos depois relatava o fato ocorrido da execução de um homem paulista chamado Paulo Virgínio contando detalhadamente como foi a execução.

   O manuscrito se refere que antes de Paulo Virgínio ser executado, um dos soldados cariocas encostando um fuzil em sua cabeça lhe perguntou: "O que você é?" e Virgínio havia lhe respondido que "Sou Paulista", o mesmo soldado ainda havia lhe dado uma chance de vida lhe dizendo "Não! Se for carioca não morre", então Paulo Virgínio lhe respondeu novamente "Eu morro, mas sou Paulista".

   Diante disso, outro soldado lhe ordenou que Paulo Virgínio pegasse seu enxadão e abrisse a própria sepultura, ao terminar de cavar os soldados cariocas lhe obrigaram a deitar dentro da cova. Os soldados ainda brincavam para saber quem iria fazer a execução, então Paulo Virgínio recebeu o primeiro tiro, o soldado carioca rindo disse "um paulista a menos", e Paulo Virgínio respondeu "Eu Morro mas São Paulo vence", ao ouvir essas palavras o soldado lhe deu um segundo tiro. O relato ainda conta que antes de morrer, outros soldados ferveram água e lançaram sobre o seu rosto e corpo, e em seguida foram embora deixando a sepultura aberta, sem resistir aos ferimentos Paulo Virgínio morreu. Esse foi conciderado o crime mais bárbaro ocorrido durante a Revolução de 1932.

   O corpo do herói e mártir Paulo Virgínio está junto com os corpos dos jovens do MMDC, enterrado no ponto central do Mausoléu do Ibirapuera, o Estado de São Paulo lhe prestou uma homenagem dando o seu nome a Rodovia SP-171 que liga as cidades de Cunha a Guaratinguetá. Hoje o seu nome está presente em mais de 10 monumentos históricos, colégios e ruas em várias cidades do Estado de São Paulo.